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Bloqueios |


Mentais
Bloqueios mentais são obstáculos que nos impedem de perceber corretamente o problema ou conceber uma solução. Pela ação destes bloqueios nós nos sentimos incapazes de pensar algo diferente, mesmo quando nossas respostas usuais não funcionam mais. Alguns bloqueios são criados por nós mesmos: temores, percepções, preconceitos, experiências, emoções, etc. Outros são criados pelo ambiente: tradição, valores, regras, falta de apoio, conformismo, entre outros. Os bloqueios mentais podem ser classificados em cinco categorias:
Bloqueios culturais: Barreiras que impomos a nós mesmos, geradas por pressões da sociedade, cultura ou grupo a que pertencemos. Eles nos levam à rejeição do modo de pensar de pessoas ou grupos diferentes. Alguns destes bloqueios:
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Nós não pensamos ou agimos deste jeito aqui.
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Nosso jeito é o certo.
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Respeitamos nossas tradições.
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Não se mexe em time que está ganhando.
Bloqueios ambientais e organizacionais: Resultantes das condições e do ambiente de trabalho (físico e cultural):
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Distrações no ambiente de trabalho, reais ou imaginárias (interrupções, ruídos, telefone, e-mail).
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Ambiente de trabalho opressivo, inseguro, desagradável.
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Atitudes inibidoras à expressão de sentimentos, emoções, humor e fantasia.
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Autoritarismo, estilos gerenciais inibidores.
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Falta de apoio, cooperação e confiança.
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Rotina estressante e inibidora.
Bloqueios intelectuais e de comunicação: Inabilidade para formular e expressar com clareza problemas e idéias. Podem resultar de vários fatores:
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Falta de informação e pouco conhecimento sobre o problema ou situação analisada.
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Informação incorreta ou incompleta.
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Fixação profissional ou funcional, isto é, procurar soluções unicamente dentro dos limites de sua especialização ou campo de atividade.
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Crença de que para todo problema só há uma única solução válida.
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Uso inadequado ou inflexível de métodos para solução de problemas.
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Inabilidade para formular e expressar com clareza problemas e idéias.
Bloqueios emocionais: Resultantes do desconforto em explorar e manipular idéias. Eles nos impedem de comunicar nossas idéias a outras pessoas. Alguns exemplos:
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Medo de correr riscos; desde criança somos ensinados a ser cautelosos e não falhar nunca.
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Receio de parecer tolo ou ridículo.
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Dificuldade em isolar o problema.
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Desconforto com incertezas e ambigüidades.
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Negativismo: procura prematura de razões para o fracasso, por que não vai dar certo.
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Inabilidade para distinguir entre realidade e fantasia.
Bloqueios de percepção: Obstáculos que nos impedem de perceber claramente o problema ou a informação necessária para resolvê-lo. Inabilidade para ver o problema sob diversos pontos de vista. Exemplos:
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Estereótipos: ignorar que um objeto pode ter outras aplicações além de sua função usual. Gutenberg adaptou a prensa de uvas para imprimir livros; Santos Dumont usou a corda de piano para substituir as pesadas e grossas cordas usadas nos balões.
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Fronteiras imaginárias: projetamos fronteiras no problema ou na solução que não existem na realidade.
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Sobrecarga de informação: excesso de informações e de detalhes que restringem a solução que pode ser considerada.
Os bloqueios são paredes invisíveis que nos impedem de sair dos estreitos limites do cubículo que construímos ao longo dos anos. Os tijolos desta parede são feitos de nossos medos, frustrações, ansiedades e imposições da sociedade, família, colegas e superiores. Quando se sentir paralisado e incapaz de pensar diferente, relaxe e procure enxergar estes tijolos. A consciência dos bloqueios mentais já é meio caminho andado no desenvolvimento de suas habilidades criativas.
Heurística: Somos fortemente condicionados pelo ambiente em que vivemos e por nossas experiências e emoções. Identifique e procure mudar os modos inibidores como você tende a perceber, definir e examinar os problemas e decisões que enfrenta.
Autor: Jairo Siqueira
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Emocionais
A eminência de expressar uma nova idéia, e especialmente o processo de tentar convencer alguém de seu valor, algumas vezes nos deixa temerosos, porque estaremos fazendo alguma coisa que possivelmente irá expor nossas imperfeições, de modo que as pessoas tendem a fugir da criação, ou ao menos evitam divulgar seus resultados.
O homem cria segundo impulsos internos, e ao menos parte da criatividade ocorre numa região da mente que se encontra abaixo do nível consciente. Ela flui melhor na ausência de neuroses e pode provocar ansiedades, sendo a mente consciente uma válvula de controle da criatividade.
Medo de Assumir um Risco
O medo de errar, falhar ou assumir um risco talvez seja o bloqueio emocional mais geral e comum. Em minha experiência, as pessoas não costumam avaliar de forma realista as conseqüências prováveis de um ato criativo. Muitas vezes um medo psicológico travestido de insegurança realista.
Sem Apetite para o Caos
Apego excessivo à ordem em todas as coisas. Muitas vezes é preciso aplicar regras rigorosas e lógicas, mas nem sempre bastam, pois os problemas por muitas vezes se apresentam de forma caótica e é necessário ter o domínio sobre este contexto.
Julgando em Vez de Gerar Idéias
Se você analisa ou julga cedo demais durante o processo de resolução do problema, rejeitará muitas idéias. Infelizmente, o julgamento de idéias é um passatempo muito popular e recompensador. As pessoas que apedrejam todas as idéias que encontram com críticas negativas são normalmente conhecidas como práticas e sofisticadas, sendo uma forma barata de demonstrar sua superioridade mental.
Os profissionais são bem mais receptivos às idéias de nossos estudantes que os professores que não atuam profissionalmente. Eles são capazes de compreender a dificuldade em ter idéias, e por isso mesmo as respeitam, mesmo se não funcionarem.
Incapacidade de Incubar
A incapacidade de relaxar, incubar, "dormir" com a idéia também é um bloqueio muito comum. Funciona como passar a responsabilidade da criação para o subconsciente. A incubação quase sempre parece fornecer a resposta certa no tempo apropriado. Permita que o subconsciente lide com os problemas.
Carência de Desafio contra Zelo Excessivo
Falta de motivação versus motivação excessiva (corrida).
Realidade e Fantasia
A imaginação tenta criar objetos e eventos. A pessoa criativa precisa estar apta a controlar a imaginação e precisa de acesso completo a ela. Mas precisa não apenas ser capaz de formar vividamente imagens completas, mas também de manipulá-las. Precisa também ser capaz de distinguir a realidade da fantasia.
Autor: James L. Adams
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Psicológicos
O impacto de um trauma psicológico pode atravessar gerações
Pesquisadores observaram que em grupos com altos índices de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), como aqueles que sobreviveram a uma guerra ou a um grande evento natural – como incêndios e inundações – crianças e adolescentes podem vir a se tornar a “segunda geração” com traumas.
Alguns estudos sugerem que os sintomas e traços de personalidade associados ao TEPT são mais comuns do que os observados em outras pessoas. Os efeitos transgeracionais desse tipo de transtorno chegam a ser mais presentes do que certas heranças biológicas.
Um estudo feito por Isabelle Mansuy, pesquisadora da Universidade de Zurique, e publicado no Biological Psychiatry, apontam que alguns aspectos do trauma transgeracional podem estar associados a mudanças epigenéticas – mudanças que atingem a expressão de certos genes, sem atingir a composição do DNA.
A pesquisadora observou essas variações epigenéticas em modelos animais induzidos ao estresse e cujas crias apresentavam comportamentos depressivos. E o mais importante, essas alterações foram associadas tanto ao estresse vivido pelos pais quanto pelas mães e estavam presentes mesmo que os descendentes não vivessem em ambientes com estressores.
“A observação em humanos já havia indicado essa possibilidade de que certos traços genéticos poderiam ter influência ambiental e seriam transmitidos de geração em geração. Essas alterações – que agora observamos nos modelos animais – poderiam explicar diversas condições psicológicas em certas famílias”, diz Mansuy. “Nossos resultados são mais um passo na direção de entender a epigenética e mesmo intervir nesses fenômenos.”
De acordo com Mansuy, o estudo mostrou que o estresse pós-traumático realmente altera as expressões de certos genes e essas alterações podem perdurar por diversas gerações. “As gerações posteriores estarão preparadas para lidar com um determinado ambiente, vivido pelos pais, e que talvez não seja o ambiente que ele irá enfrentar. Como fazer para contrabalancear esses efeitos? Essa é uma questão na qual precisamos nos concentrar”, finaliza.
Fonte: UOL
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Neuromotores
Podemos dizer que pessoas com problemas neuromotores são aquelas que apresentam limitações de funcionamento no sistema ósseo-articular, muscular e/ou nervoso, que em graus variáveis as limita em algumas das atividades que poderiam realizar comparando-as com as demais pessoas, da mesma idade e em idêntico contexto sociocultural.
Em outras palavras é a perda de capacidades, resultante de uma lesão congenita ou adquirida que afeta diretamente a postura e/ou o momento da pessoa.
Segundo a Classificação Internacional da Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (OMS 2001) os problemas motores decorrem de limitação ao nível das seguintes funções do corpo:
• das articulações e da estrutura óssea (mobilidade das articulações e estabilidade das suas funções);
• da força, do tônus e da resistência muscular;
• do momento (reflexos motores, reações motoras involuntárias, controle do movimento voluntário, momentos involuntários, padrão de marcha e sensações relacionadas com os músculos e o seu movimento).
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Trauma
“Trauma”, em sua raiz etimológica grega, significa lesão causada por um agente externo. Esse conceito migrou ao campo psicológico, e, conseqüentemente, supõe-se com freqüência que um trauma ocorre quando as defesas psicológicas naturais são transgredidas. Freud34 declarou que o trauma psíquico se caracteriza por um afluxo de excitações queé excessivo em relação à tolerância do indivíduo e à sua capacidade de dominar e de elaborar tais excitações. A maneira como as pessoas processam o evento estressante após sua ocorrência é determinante para que o trauma seja configurado ou não. A caracterização de um evento como traumático não depende somente do estímulo estressor, mas também da tendência do processamento perceptual do indivíduo.
Dinâmicas psicológicas podem ser compreendidas como uma tendência interpretativa emocional que afeta o diálogo interno relacionado a um evento significativo.Assim como várias pessoas no mesmo distintas si tuações e vivenciar aspectos comuns, as memórias emocionais sob as mesmas circunstâncias podem ser similares, mas nunca idênticas. Os diálogos internos, baseados nos processos auto-referentes das exper iências diár ias, afetarão o relacionamento externo com os eventos cotidianos e também episódios traumáticos.
Se um psicoterapeuta fornecer os mesmos elementos a dois indivíduos para que construam uma história, com ou sem valência emocional , o enredo apresentará circunstâncias e incidentes psicológicos diferentes, o que torna a história peculiar a cada narrador. A experiência reconstruída como uma memória que provoca tristeza ou qualquer outra emoção deve ser respeitada como um processo subjetivo. Assim, a narração da memória traumática é enviesada pelo repertório individual de representações da realidade e dinâmicas psicológicas, que configuram padrões interpretativos do evento.
Autor: Júlio Peres |
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